Sou nada e ninguém, como meu pai me jogou na cara um dia e o foda que só tomei conta disso agora. Quando no começo, éramos tão unidos que se um caísse, o outro ia correndo juntar os cacos, q é isso q fazem os amigos, apenas juntam os cacos e põe você de pé, de uma forma que não se pode imaginar. Passamos dois anos juntos, conhecendo uns aos outros, descobrindo como fazer e eis que não quero mais, eu decidí. Julia, sei que prometí algo pra você, sei que vou te magoar profundamente com tudo o que tá acontecendo, mas eu queria poder gritar ao mundo como tem gente insuportavelmente falsa por perto, meu mundo caindo, e as pessoas ao invés do juntar os cacos, só pisam ainda mais, cutucam as feridas, pra ver quem é o destruído da vez. Juju, eu fui ao meu limite, não quero mais se é pra ser tão ruim. Não tenho amigos, de fé, não tenho. Estou mais sozinha que não sei o que e nesse momento, eu gostaria que se for pra me jogar na cara, como desde pequena sempre aconteceu, não leia isso. Ou faça como eu, finja que é outra pessoa, pra conquistar coisas novas. Um dia quando meu pai me disse q eu não era nada, eu abaixei a cabeça, como quem consente, mas hoje, depois de eu ter perdido o amor que cabia em mim, não sei usar desta forma de expressão para vangloriar alguém, quem quer que seja, eu não abaixo a cabeça, a menos que eu saiba que de alguma forma caguei com tudo. Perseverança, algo que carrego comigo, não sei onde vai dar, mas é só o que tenho. Que droga que quando tá tudo dando certo, alguém cai e ninguém tá aí pra juntar. Já me disseram também que com a voz q eu tenho, não sairía da garagem, aé? porque ainda faço shows então? Eu cansei um pouco do orgulho, das falsidades, de coisas ruins, mas eu não consigo me livrar de exatamente tudo o que faz mal, só de um pouco por vez, conseguí me livrar da minha familia, hoje me livro do passado, eu quero esquecer e começar de novo, quero compor alucinadamente, viver intensamente, para que o sorriso não caiba em mim de tão expressivo, quero os melhores dias ao lado da namorado, pra quem eu já disse que não quero casar, quero a felicidade que eu já tive quando não tinha nada disso e não sabia o quão era feliz. Eu passei muito tempo reclamando das coisas que a vida trouxe, das situações e das pessoas que esquecí um pouco de mim, esquecí de viver, e vivo pelos outros. Eu provavelmente sou aquela pessoa q se te ver chorando na rua, eu páro pra perguntar o que aconteceu e não vou embora até parar com as lágrimas. Já fui muito pisoteada e hoje, que me livro das rédeas, eu sofro por coisas insignificantes, qual é? Não foi por isso que saí de casa, nem por isso que escolhí o rock, o fiz por ser a mais expressiva forma musical, o fiz porque não aguentava mais, tanta coisa ruim junta. Eu quero mais cor, mais expressão e fazer dos dias que me restam os melhores, pra mim, e pra quem está perto. Mas eu sei que a poeira vai pra baixo do tapete, mais uma vez. ¬¬
"...esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante, a primeira vez, sempre a última chance, ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos..."
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